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O tratamento farmacológico da obesidade após a cirurgia bariátrica envolve uma abordagem multifacetada que combina os benefícios da cirurgia com as potenciais vantagens da medicação para alcançar uma perda de peso sustentável e tratar comorbidades associadas à obesidade, afinal, em muitos casos, o tratamento clínico não foi amplamente explorado antes do tratamento cirúrgico.

A cirurgia bariátrica é amplamente reconhecida como a intervenção padrão ouro para a Obesidade, levando a uma perda de peso significativa e melhorias nos parâmetros metabólicos. Apesar da eficácia da cirurgia bariátrica, há um crescente corpo de evidências que apoia o uso de farmacoterapia como um complemento às modificações de estilo de vida e intervenções cirúrgicas no manejo da obesidade, tendo em vista que o reganho de peso é esperado.

As intervenções farmacológicas podem desempenhar um papel crucial na melhoria dos resultados de perda de peso, especialmente em casos de perda de peso inadequada ou recuperação de peso após a cirurgia bariátrica . As recentes diretrizes enfatizam a importância de considerar intervenções intensivas, como a farmacoterapia, juntamente com a cirurgia bariátrica para auxiliar na perda de peso e na manutenção do peso em pacientes selecionados. Embora a cirurgia bariátrica continue sendo um pilar no manejo da obesidade, a farmacoterapia tem mostrado avanços significativos nos últimos anos, oferecendo opções adicionais para perda de peso sustentável, e inclusive com resultados análogos à cirurgia bariátrica do tipo Sleeve, a exemplo da Semaglutida e Tirzepatida em doses plenas.

A combinação de cirurgia bariátrica e farmacoterapia com efeitos de perda de peso tem sido identificada como benéfica no combate à obesidade e abordando fatores de risco associados, como insuficiência cardíaca e diabetes tipo 2.

Por fim, intervenções farmacológicas que visem a abarcar a fome hedônica e o comer emocional, como ISRs, Bupropiona + Naltrexona, Topiramato + Fentermina e Lisdexanfetamina tendem a ser mandatórias em muitos casos, sobretudo quando há mudanças nos hábitos de vida que levam ao tabagismo e etilismo.

Referências:

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